Kirsten Stewart, Lea Seydoux, Khadja Nin, Ava DuVernay, Cate Blanchett, Protest, Cannes Film Festival

Andreas Rentz/Getty Images

Lacre!

Cate Blanchett, que foi assediada por Harvey Weinstein, liderou protesto pela igualdade de gênero no 71º Festival de Cannes ao lado de Ava DuVernay, Salma Hayek, Kristen Stewart e mais estrelas! Ao todo 82 mulheres se juntaram na famosa escadaria do Palais des Festivals nesse sábado, 12.

SALMA HAYEK FALA SOBRE LUTA DAS MULHERES PELA IGUALDADE DE GÊNEROS EM CANNES

Durante a sessão do filme Girls of the Sun, de Eva Husson, um drama sobre mulheres curdas, Blanchett e mais 81 mulheres representaram cada um dos 82 filmes dirigidos por mulheres que já estiveram na seleção oficial em toda a competição de 71 anos, enquanto nesse mesmo tempo 1.645 filmes foram dirigidos por homens.

Cate Blanchett, Cannes Film Festival 2018, Protest

George Pimentel/WireImage)

De acordo com o Hollywood Reporter, Blanchett fez comentários poderosos para um mar de espectadores. "Nesses degraus, hoje estão 82 mulheres representando o número de diretoras que subiram nessas escadas desde a primeira edição do Festival de Cinema de Cannes, em 1946. No mesmo período, 1.688 diretores do sexo masculino subiram estes mesmos degraus. Nos 71 anos deste festival de renome mundial, ele contou com 12 chefes femininos em seus júris. A prestigiada Palme d'Or foi concedida a 71 diretores do sexo masculino - numerosos demais para mencionar pelo nome - mas apenas duas mulheres - Jane Campion [diretora do O Piano], que está conosco em espírito, e Agnès Varda que está conosco hoje conquistaram o prêmio", disse ela.

Protest, Cannes Film Festival 2018

Dominique Charriau/WireImag

Blanchett continuou: "Esperamos que nossas instituições forneçam ativamente paridade e transparência em seus órgãos executivos e ambientes seguros no trabalho. Esperamos que nossos governos se certifiquem de que as leis de pagamento igualitário para o mesmo trabalho sejam cumpridas. Nós exigiremos que nossos locais de trabalho sejam diversificados e eqüitativos, para que possam refletir melhor o mundo em que realmente vivemos. Um mundo que permite que todas nós, atrás e em frente às câmeras, fiquemos ombro a ombro com nossos colegas homens. Nós reconhecemos todas as mulheres e homens que estão em busca de mudança. As escadas da nossa indústria devem ser acessíveis a todos. Vamos subir".

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