Mônica Martelli Os Homens São de Marte...

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Do teatro para o cinema!

 

Mônica Martelli, de 46 anos, estreia nesta quinta-feira, 29, o filme Os Homens São de Marte... E é Pra Lá que Eu Vou, uma adaptação do monólogo homônimo, que ficou em cartaz por mais de uma década, percorreu por todo o país e foi visto por mais de 2 milhões de pessoas. Em entrevista exclusiva ao E! Online Brasil, Mônica fala sobre o sucesso do espetáculo, além de comentar sobre as adaptações para o filme.

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"A minha maior preocupação na adaptação foi levar a essência dessa personagem para o cinema. O que mais interessa pra mim é a história, a narrativa", diz a protagonista e autora. Na obra, a personagem Fernanda tem 39 anos, solteira, e louca para constituir uma família. "O mais moderno é a forma como Fernanda assume escancaradamente que quer um amor. Muitas mulheres têm vergonha de assumir, acham isso menor. Mas ela não está atrás de um marido, de alguém que banque. Ela quer um parceiro de vida, que tenha cumplicidade", explica.

Segundo Mônica, as experiências vividas por Fernanda foram baseadas em sua vida. "No filme a Fernanda diz que os óvulos têm data de validade. E essa é uma questão para as mulheres. Engravidei aos 40, perdi 3 gravidezes antes. Quando a mulher sonha em ter uma família, como era o meu desejo também, a ansiedade é diferente. A cada relacionamento, a mulher acredita que vai ser diferente. Cada homem ela acha que tem a ver com ele. Mulher faz esse movimento porque somos várias em uma só", opina.

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Mônica Martelli Os Homens São de Marte...

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Mas com o filme e com o espetáculo, Mônica resolveu tocar em uma ferida maior e tocar em um assunto polêmico: mulher pode transar com o companheiro logo na primeira noite? "O fato no final de o relacionamento ter vingado com o cara que ela não dormiu na primeira noite não tem nada a ver. A verdade é que ela dá para todos. A questão é que antes dele, ela é escolhida pelos outros homens. Mas com ele, ela é quem escolhe", garante.

Para Mônica, não existe uma regra para os relacionamentos. "Quando você dá uma chance para o outro te conhecer além do campo sexual, o sexo pode ser melhor. Nada na vida é regra. Já transei na primeira noite e fiquei casada, já não transei e não deu nada certo. Você precisa estabelecer um tipo de relação para o sexo ser melhor, ou para o relacionamento continuar", afirma. No entanto, ela acredita que o sexo na primeira noite mexe com o psicológico das mulheres e, por isso, pode influenciar o rumo do relacionamento. "No fundo isso influencia. É que as pessoas não assumem e falam que é coisa de pessoas moralistas.  Mas sempre que a gente transa, até quando não dá de primeira, fica no dia seguinte com o celular na mão esperando uma mensagem e pensando: ‘será que eu deveria ter dado para ele?' Isso é real. E não tive vergonha de falar. O moderno é não ter medo de escancarar esses questionamentos femininos", defende.

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Mônica ainda conta que foi criada por sua mãe, uma feminista ferrenha, e isso fez com que ela não tivesse medo de falar sobre esses assuntos femininos. Depois de dez anos casada, a atriz se separou. A solteirice durou um ano e agora Mônica encontrou um novo amor, um francês, de quem ela prefere não falar muito. "Não adianta ser bem sucedida e sozinha. Quero chegar em casa e ter um amorzinho. Tem que ter o equilíbrio. Agora estou namorando de novo, sou igual à personagem e sei que agora é diferente.", diz ela, entre risos.

Mônica Martelli Os Homens São de Marte...

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Trajetória de sucesso do espetáculo

Depois de quase uma década em cartaz, o filme consagra o sucesso de Os Homens São de Marte... E é Pra Lá Que Eu Vou.  Para Mônica, a vida dela é marcada pela antes e depois da peça. "A trajetória é bem atípica, porque eu era uma atriz completamente desconhecida. Fazia participações, pontas, e escrevi a peça. Ensaiei na casa da minha mãe, estreei num teatro pequenininho e ela mudou minha vida", começa. "Minha vida é contada antes de depois de Os Homens São de Marte... Então, nunca consegui me acostumar com uma plateia lotada. Os nove anos que subi no palco me sentia muito abençoada. Fiz esse espetáculo só na minha verdade, então não esperava todo esse sucesso. Tudo o que sentia, as decepções, desilusões, tudo o que passo, coloquei em cena", completa.

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Segundo ela, os nove anos foram difíceis porque ela passou por diversas fases da vida em cena. "Passei por meu pai doente, meu pai no CTI, meu pai morreu, casamento bom, casamento feliz, casamento em crise, perdas de gravidez, engravidei, tive minha filha, separei, voltei a ser Fernanda... Tudo isso ao longo de nove anos. Tem dia que é mais difícil chegar lá, mas quando entro no palco acabam meus problemas". alega.

Com o sucesso inegável, já que mais de 2 milhões de pessoas já assistiram à peça, Mônica ainda faz as vezes de consultora sentimental nas ruas. "Muitas mulheres me pedem conselhos e eu dou. O que eu percebo é que as mulheres colocam muita expectativa. E o homem, quando percebe que está pegando intimidade, acaba pulando fora. A nossa expectativa é casamento, então é muito fácil se decepcionar."

Mônica Martelli Os Homens São de Marte...

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Continuação

E Mônica planeja repetir o sucesso. Em agosto, a atriz começa a rodar uma série de TV baseada no espetáculo, com estreia prevista para outubro deste ano, além de já estar escrevendo a continuação. "Já estou escrevendo. Vou estrear no ano que vem a continuação, vai a minha vida em Marte (risos). A Fernanda casada, de bem com a vida. Pretendo estrear no teatro primeiro, depois levar para o cinema. No cinema é muita cabeça pensando junto, no teatro sou mais eu em cena. Vamos ver o que vai acontecer", declarou.

Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou é uma adaptação cinematográfica do monólogo de teatro escrito por Mônica Martelli, com direção do Marcus Baldini (Bruna Surfistinha). Martelli contracena com Paulo Gustavo, Marcos Palmeira, Alejandro Claveaux, Herson Capri, Humberto Martins, Eduardo Moscovis, Daniele Valente, Irene Ravache e conta com participação especial de Lulu Santos.

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