michael jackson

AP PHoto / Aaron Lambert

Diretor de This Is It pediu ajuda psiquiátrica para astro

O Los Angeles Times conseguiu 250 páginas de e-mails trocados entre a AEG, empresa que financiava a última turnê de Michael Jackson, e membros de sua equipe de produção, onde foi revelado que o astro do pop sofria com um alto nível de paranoia e ansiedade antes de morrer em junho de 2009.

Uma das conversas é de Kenny Ortega, diretor de Michael e um dos executivos da AEG Live, Randy Phillips. Kenny, que conhecia o cantor há 20 anos, diz que o astro do pop não estava pronto para voltar aos palcos e pedia até uma internação psicológica.

Kenny escreveu a Randy Phillips, "Há fortes sinais de paranoia, ansiedade e comportamento obsessivo. Eu acho que a melhor coisa a se fazer é chamar um bom psiquiatra para avaliá-lo o mais rápido possível".

"É como se tivessem duas pessoas lá. Uma (dentro dele) tenta manter o Michael que ele foi um dia e que ainda pode ser, e não nos deixa desistir dele, e a outra, o faz estar nesse estágio fraco e problemático. Acredito que precisamos de uma ajuda profissional nessa situação".

O diretor musical Michael Beardon concordou com a afirmação dizendo, "MJ não está em forma" e seu diretor de produção ainda comentou, "Ele é um caso perdido. A dúvida sobre ele é constante".

Entretanto, o executivo da AEG Live alertou seus colegas que Michael iria tentar se livrar do contrato porque era "preguiçoso" e pediu para relembrar ao cantor quanto custaria se ele cancelasse seus 50 shows em Londres.

Ele escreveu um email para Randy Phillips dizendo: "Estamos correndo todos os riscos. Nós apenas queremos fazer com que Michael saiba quanto tudo isso irá custar...  Não podemos ser forçados a cancelá-los. MJ irá querer fazer isso porque é preguiçoso e muda de opinião constantemente para atender suas vontades momentâneas. Michael está preso, não tem alternativa. Ele assinou um contrato", concluiu.

Os e-mails terão papel importante no julgamento que acontece ano que vem, em que a seguradora Llyons pede a anulação da sentença de pagamento de U$ 17,5 milhões para a AEG.

Segundo a Llyons, a financiadora da turnê do cantor alega afirmações falsas sobre a saúde mental e física de Michael.

A família Jackson também está contra a empresa, dizendo que seus funcionários estavam pressionando o astro do pop a apresentar 50 shows na capital inglesa, apesar de saberem que seu estado mental estava bem debilitado.

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