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Todo mundo se lembra de Eric Moussambani, o único nadador do sexo masculino que representou a Guiné Equatorial nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000. Sua curiosa e polêmica façanha foi a de completar os 100 metros rasos sem saber nadar. Levou 1 minuto e 53 segundos, e muitos acreditavam que ele iria se afogar.

Mas, na realidade, ele não foi o único que representou o seu país nas provas de natação dos primeiros jogos do milênio, pois Paula Barila Bolopa, nascida em 1979, foi a nadadora que participou nos 50 metros do estilo livre com um resultado semelhante. Duplicou o tempo da penúltima nadadora com um tempo de um minuto e três segundos, e quase triplica o tempo do recorde do mundo.

Guiné Equatorial é um país que só tem duas piscinas para a prática de natação, e nenhuma delas é olímpica. Então Bolopa aprendeu a nadar em um rio, onde realizou seu treinamento. Para chegar à Olimpíada, Paula ganhou um convite que a organização dá aos países em desenvolvimento, o qual o Comitê Olímpico Internacional incentiva esses países a participar e promover o esporte entre a população.

Quando Paula chegou aos Jogos Olímpicos nunca tinha nadado em uma piscina de 50 metros, e no final da prova oficial disse que foi "mais difícil do que pensava" e que estava "muito cansada".

Tanto o desempenho como o de Moussambani foi aclamado e aplaudido pelo público, que apreciou o seu esforço e espírito de superação. Muitos outros dizem o contrário, que sua presença foi injusta comparada aos atletas mais bem preparados, mas, de uma forma ou de outra, tanto Bolopa como Moussambani incorporam uma série de valores que definem o conhecido 'espírito olímpico'.

 

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