London Olympic Opening Ceremony, Jonathan Edwards, Big Ben

Ronald Martinez/Getty Images

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi, como se esperava, um esbanjamento de orgulho britânico. O diretor artístico e também cineasta Danny Boyle, prestou homenagem ao país através da reivindicação de um legado histórico e cultural que teve uma enorme influência sobre o resto do mundo durante séculos.

No entanto, depois do espetáculo, o gosto deixado pelo ato de abertura foi um pouco amargo. Em primeiro lugar porque, embora sob uma máscara de diversão, dava a sensação de ser um tributo a uma nação que deu tanto de si, mas, devido à profunda crise econômica, parece não ter claro seu futuro.

(Veja fotos da cerimônia; clique em saiba mais)

Team Brazil, London Olympic Opening Ceremony

Cameron Spencer/Getty Images

As reminiscências do passado e do presente foram múltiplas e foram bem construídas, mas... O que Boyle deixou para o futuro? Só a inspiração para alguns jovens que, acreditam ter, segundo os analistas, muito mais dificuldade do que os seus pais para alcançarem seus sonhos e metas que serão construídas no meio da recessão.

O próprio Boyle rendeu culto neste sentido, na questão do bem estar britânico, com o sistema de saúde nacional por bandeira, algo que os conservadores têm descrito como "muito esquerdista". No entanto, alguns cidadãos também questionam se isso não foi uma declaração de intenções e se Boyle não quis homenagear abertamente algo que parece desaparecer por causa de cortes orçamentários profundos.

A influência internacional do país decai alguns momentos em que o mundo encontra-se mais globalizado, e em parte é atribuída à orgulhosa obstinação de permanecer para sempre fora dos negócios de seus parceiros europeus. Por outro lado, o Reino Unido sempre será como demonstrado na cerimônia, uma terra que dá tudo de si e sem a qual não seria possível escrever a história. Entretanto, só o tempo dirá qual será seu futuro.

Pelo menos agora, os britânicos podem ficar tranqüilos a não ser que o ritmo pare, uma vez que nem todos os países podem se gabar por ter uma trilha sonora tão sublime e variada, que daria para pelo menos, quatro cerimônias de abertura.

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