Dr. Conrad Murray

CARLY SEGAL/NBC

Dr. Conrad Murray, que já ficou cerca de sete meses atrás das grades, por conta da morte de Michael Jackson, segue alegando inocência, e declarando que não fez nada de errado.

O cantor morreu há três anos, na sua casa, em Los Angeles, devido a uma intoxicação aguda de propofol. Murray, médico pessoal de Jackson, foi condenado por um júri, em novembro do ano passado, por homicídio culposo.

Em sua primeira entrevista - desde a entrevista ao canal NBC, antes do veredicto - Murray falou com exclusividade ao E! News, através de seus advogados, que ainda pensa sobre a fatídica noite na casa de Michael Jackson, há exatos três anos atrás.

Murray diz que se sente mal por ter privado Jackson de dormir, no final da noite, e que seu objetivo era que o cantor se mantivesse longe do uso de propofol. Ele diz que Jackson tinha uma séria briga com a insônia, mas que não era capaz de participar de convencionais terapias de sono, devido à sua dependência à droga.

Ele também diz que não tem nenhum arrependimento relacionado à entrevista que deu a NBC, em que diz que não fez nada de errado relacionado à morte de Jackson. Inclusive, ressalta que o juiz Michael Pastor disse, em entrevista, que sentiu uma "enorme preocupação" durante a sentença.

Sobre o tempo que passou na cadeia, Murray diz que sempre pensa na injustiça que sofreu, e que ele só tentou ajudar Michael Jackson dentro dos parâmetros a que havia sido delimitado. Ele também afirma que é um homem inocente cumprindo uma pena e que o mal havia sido preparado para atingi-lo.

Quando questionado se deve desculpas à família do cantor, Murray diz que não, e acrescenta que a família de Jackson é que deve desculpas a ele.

O médico também afirma que não era a vontade de Michael Jackson ser enterrado no Forest Lawn Memorial Park, em Glendale; e que, ao invés disso, ele queria ser cremado com as cinzas espalhadas pelo Oceano Pacífico – já que, ainda segundo Murray, o cantor não queria estar permanentemente confinado em um estado que não gostava, no caso, a Califórnia. E que o único estado que o cantor realmente gostava era Nevada.

Atrás das grades, Murray diz que recebeu cartas de todos os continentes, de todas as raças e que isso é muito positivo. Ele planeja respondê-las assim que for solto, e afirma que muitas delas o levaram às lágrimas.

Para passar o tempo durante o regime fechado, o representante do médico contou ao E! News que Murray passou a jogar caça-palavras com os companheiros de cela, após ter recebido um dicionário e tê-lo lido de capa a capa.

Os advogados de Murray estão tentando colocá-lo em um programa de custódia alternativo, o que poderia implicar em prisão domiciliar monitorada por câmeras. No entanto, em abril, o xerife, Lee Baca, escreveu uma carta ao advogado Mile Flanagan dizendo que, devido ao programa interno de realinhamento, do estado, Murray teria que servir 100% de sua sentença e não seria elegível de prisão domiciliar monitorada.

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