Margaret Thatcher, Meryl Streep, Iron Lady

AP Photo; Alex Bailey, Pathe

Como assim?

Depois da talentosíssima performance de Meryl Streep no filme A Dama de Ferro interpretando Margaret Thatcher, é óbvio que a atriz está na corrida pelo Oscar... Pela 17º.

Streep com certeza é merecedora do prêmio, mas o filme... Os críticos não têm tanta certeza.

Segundo a diretora Phyllida Lloyd, o filme tem toda a sofisticação econômica e política do seu primeiro filme, Mamma Mia!, mas o público parece não gostar muito.

O filme gira em torno de alguns dos principais eventos de sua vida, sem analisar muito se ela estava certa ou errada: a greve dos mineiros, o bombardeio de Brighton, o conflito das Malvinas. A diretora ficou preocupada com a ideia de que Margaret não é mais uma mocinha e também teve que tomar cuidado com a imagem de seu marido Denis, que morreu há anos atrás, por isso resolveu manter a imparcialidade na história.

É difícil saber o que o roteirista Abi Morgan estava pensando.

A maioria dos outros homens ao seu redor, com duas exceções, seu conselheiro Airey Neave, interpretado por Julian Wadham, e o estrategista Gordon Reece, interpretado por Roger Allam, é retratado como ciumento e machista.

E mesmo com toda a sociedade machista sem querer (querendo) Thatcher se tornou um ícone feminista. E tem mais...

Streep receberá um Urso de Ouro, prêmio honorário, no próximo Festival Internacional de Cinema de Berlin, que acontecerá entre os dias 09 e 19 de fevereiro.

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