Victoria's Secret, 2011

Michael Stewart/Getty Images

A grife Victoria's Secret realmente vem utilizando desde 2007 a mão de obra infantil na produção de algodão?

De acordo com fontes da Bloomberg Markets Magazine, sim.

De acordo com o repórter Cam Simpson, que apurou o caso por seis semanas, a exploração acontece em fazendas de Burkina Faso, na África. Após o trabalho por lá, o produto é levado para as fábricas na Índia e no Sri Lanka, onde é feito o tecido e depois as lingeries.

Sim, aquelas lingeries maravilhosas.

Quando o repórter foi fazer a matéria, ele conheceu a jovem Clarisse Kambire, de 13 anos, que foi uma das vítimas da exploração, que acabou afirmando que tem uma vida muito difícil. Além de trabalhar o dia inteiro, de baixo de sol e chuva, muitas vezes passa o dia inteiro sem comer e ela apanha para trabalhar mais.

A menina contou, "Fico pensando qual será a próxima vez que ele gritará comigo e me baterá".

Os pais de Clarisse se separaram quando ela tinha apenas quatro anos.  Ela viveu até os nove anos com parentes, até que uma tia a abandonou. Então, ela acabou sendo adotada por um agricultor que desde então a obriga a trabalhar.

Assim como ela, a Federação concluiu que mais da metade dos 89 produtores da região tem adotivos com menos de 18 anos.

A grife afirmou que não sabia da questão da exploração infantil na região.

Apesar da falta de conhecimento, a marca criou uma etiqueta que dizia: "A Victoria's Secret está comprometida a apoiar mulheres que possuem e operam pequenas fazendas em Burkina Faso, um país do oeste africano que luta contra a pobreza endêmica".

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