Os segredos revelados por Demi Lovato em documentário e que os fãs não sabiam

A cantora abriu o jogo sobre sua vida no documentário Dancing With the Devil e fez revelações pesadas que ninguém imaginava. Confira!

por Sally Borges 08 abr, 2021 19:52Tags
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Demi Lovato avisou que chegaria a hora certa de revelar tudo o que passou em sua vida, especialmente após a overdose quase fatal em 2018. E esse momento já está entre nós: o documentário Demi Lovato: Dancing With the Devil.

Em cenas de partir o coração, dirigidas por Michael Ratner, a cantora de 28 anos refletiu sobre um estupro ao perder a virgindade, vício em drogas e álcool, noivado fracassado, distúrbios alimentares e a experiência de quase-morte.

Os relatos foram divididos em quatro episódios: Perdendo o Controle, A 5 Minutos da Morte, Retomando o Controle e Renascimento. E nós, do E! Online Brasil, reunimos os segredos que nem os Lovatics sabiam que a estrela carregava dentro de si.

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Sobre a turnê e a portas fechadas

Demi revelou que estava reunindo cenas da sua turnê mundial em 2018 para o seu mais novo documentário; no entanto, as filmagens foram encerradas em julho daquele ano, após ser encontrada inconsciente em sua casa em Los Angeles.

Fazia um mês que a estrela havia quebrado sua sobriedade depois de lutar contra o vício em drogas e álcool durante seis anos. "Nesse documentário, eu estava permitindo que as câmeras vissem a ponta do iceberg. Eu não estava mostrando a eles o que eu estava fazendo a portas fechadas", disse ela, sobre o projeto anterior.

A recaída em 2018

Em março daquele ano, a cantora revelou, durante um show com DJ Khaled, que teve uma recaída com "drogas e álcool" após uma sessão de fotos.

"Peguei uma garrafa de vinho tinto naquela noite e não demorou 30 minutos antes de ligar para alguém que eu sabia que tinha drogas. Estou surpresa por não ter tido overdose naquela noite", contou ela, que detalhou as substâncias usadas naquele momento.

"Usei drogas que nunca tinha usado antes. Nunca tinha usado metanfetamina antes, experimentei metanfetamina. Misturei com ecstasy, cocaína, maconha, ácool, oxicodona. E com isso sozinha deveria ter me matado".

Kevin Mazur/Getty Images for SiriusXM

Vício em heroína

A estrela se deu conta que era viciada em heroína depois de uma viagem a Bali, na Indonésia. Duas semanas depois da recaída, Demi revelou que foi "apresentada à heroína e ao crack".

"Comecei a usar de forma recreativa e obviamente você não pode fazer isso com heroína antes de se tornar viciado nela", explicou a musa, que havia se tornado "fisicamente dependente" da droga e "estava usando muito".

O fatídico dia de sua overdose

"Ela deveria estar morta", disse Matthew Scott Montgomery, melhor amigo de Demi. "Tipo 100 por cento". No segundo episódio, a cantora entra em detalhes sobre o que aconteceu no momento em que foi encontrada em overdose.

"Encontrei-me com alguns amigos. Fomos a vários bares diferentes, voltamos para minha casa. E por volta das 05h30 da manhã, eu disse que estava indo para a cama, mas a realidade é que chamei um dos meus traficantes", revelou.

Na manhã seguinte, o então assistente de Demi, Jordan Jackson, a encontrou inconsciente em sua cama e rapidamente chamou o segurança Max Lea. "Eu fiquei tipo, ´Devo ligar para a emergência? O que eu faço?' Então eu liguei", lembra ele.  

A cantora conta que ouviu alguém pedir que a ambulância chegasse "sem sirenes" e relatou que os médicos estavam "tentando trazê-la de volta à vida". "Teve um ponto em que ela ficou azul, como todo o corpo... Eu fiquei tipo, ela está morta, com certeza. Foi a coisa mais louca que eu já vi", disse Jackson, que se tivesse demorado mais um pouco para entrar no quarto, talvez não teria encontrado Demi viva.

"Eu tinha mais cinco a 10 minutos. Tenho muita sorte de estar viva".

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Os chocantes efeitos colaterais da overdose

"Eu não acho que as pessoas percebem o quão ruim eu realmente estava. Tive três derrames, tive um ataque cardíaco e sofri danos cerebrais com três derrames", explicou a cantora.

"Não consigo mais dirigir e tenho pontos cegos na minha visão, então, às vezes quando vou pegar um copo d´água, eu, tipo, sinto falta do copo porque não consigo mais enxergar. Eu também tive pneumonia porque me asfixiei e falhei vários órgãos".

Mas o que deixou a estrela mais impactada foi ter sua irmã mais nova, Madison De La Garza, ao seu lado no hospital e não poder enxerga-la.

"Eu estava legalmente cega quando acordei e minha irmãzinha estava ao lado da minha cama e estava tão cega que não conseguia ver quem ela era. Ela começou a soluçar porque pensou que a partir de então eu não seria capaz de vê-la".

Momento de pedir ajuda

Demi revelou que, por incrível que pareça, ainda teve outras recaídas depois da overdose.

"Eu gostaria de poder dizer que a última noite em que toquei em heroína foi a noite da minha overdose, mas não foi", admitiu ela, no episódio três. "Acabei ficando chapada".

"Eu pensei, ´Como peguei as mesmas drogas que me colocaram no hospital? Fiquei mortificada com minhas decisões". Depois disso, a estrela resolveu pedir ajuda.

Rachel Murray/Getty Images for Teen Vogue

Transtornos alimentares enraizados

Como os fãs sabem, a cantora é uma defensora daqueles que lutam com distúrbios alimentares e fala abertamente sobre sua batalha contra a bulimia.

No documentário, a estrela revelou que "ficou tão ruim que comecei a vomitar sangue pela primeira vez" quando era adolescente.

Ela conta que estava tendo uma recaída com excesso de exercícios e dietas extremas, além de pessoas ao seu redor que policiavam a sua ingestão de alimentos.

Um marco importante em sua recuperação foi celebrar os 28 anos, em agosto de 2020, com três bolos, depois de comer "bolos" de melancia por oito anos consecutivos.

Muito além de uma overdose

A cantora revelou que naquela noite, mais precisamente do dia 23 de julho de 2018, não teve apenas uma overdose, mas que se "aproveitaram" dela.

Ela acusou seu traficante de drogas de lhe dar "o que eu presumo agora de ser fentanil, dando-me ´pílulas do dia seguinte'. Quando eles me encontraram, eu estava nua, estava azul, fiquei literalmente morta depois que ele se aproveitou de mim. E quando acordei no hospital, eles perguntaram se eu tinha tido sexo consensual. E aí veio um flash dele em cima de mim, eu vi aquele flash e eu disse que sim".

Um mês depois, a estrela percebeu que não estava "em nenhum estado de espírito para tomar uma decisão consensual" e "esse tipo de trauma não passa da noite para o dia e não vai embora nos primeiros meses de reabilitação também".

E quando teve uma recaída depois da overdose, Demi ligou para o traficante de drogas porque queria "reescrever sua escolha de me violar". "Eu queria que agora fosse minha escolha e ele também tinha algo que eu queria, que eram as drogas. Liguei pra ele e disse: ‘Eu vou fod*r com você'. Não consertou nada, não tirou nada. Só me fez sentir pior, mas essa, por algum motivo, foi minha maneira de recuperar o poder".

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Relato de estupro na adolescência

A decisão de Demi de fazer sexo com seu traficante de drogas pela segunda vez, não foi a única tentativa que ela fez para retomar o controle de sua vida.

"Eu sei que o que estou prestes a dizer vai chocar as pessoas também, mas quando eu era adolescente, estive em uma situação muito semelhante. Eu perdi minha virgindade em um estupro. Liguei para aquela pessoa um mês depois e tentei consertar as coisas por estar no controle e tudo o que isso fez foi me fazer sentir pior".

"Eu realmente me bati durante anos e é também por isso que tive muita dificuldade em aceitar o fato de que foi um estupro quando aconteceu. Estávamos nos agarrando e eu disse: ‘Ei, isso não vai mais longe, sou virgem e não quero perder dessa forma'. E isso não importava para eles. Eles fizeram isso de qualquer maneira. Eu internalizei e disse a mim mesma que era minha culpa porque eu ainda estava na sala com ele, eu ainda ficava com ele".

A cantora também contou que sentiu a pressão de manter uma imagem perfeita porque ela era "parte daquela turma da Disney que disse publicamente que estava esperando o casamento" para fazer sexo.

"Foda-s*, minha história #MeToo sou eu contando a alguém que alguém fez isso comigo e que nunca teve problemas por isso. Eles nunca foram tirados do filme em que estavam. Eu apenas mantive isso em segredo".

Noivado falido com Max Ehrich

Demi surpreendeu a todos em julho de 2020, quando revelou que estava noiva do ator Max Ehrich depois de apenas três meses de namoro.

Apenas dois meses depois do pedido, o casal se separou; e tudo aconteceu durante as filmagens do documentário.

"Estou muito triste que as coisas tenham terminado do jeito que terminaram... a boa notícia é que não peguei nenhuma droga pesada ou algo assim. Estou aguentando. É apenas uma merda", explica ela, que na próxima cena aparece chorosa e admite: "O vídeo que fiz antes não era uma representação precisa do que estou passando. Então, pensei esse tempo todo que não sentia falta dele, só sinto falta da pessoa com quem comecei a quarentena. Não sei como dar meu coração a alguém depois disso".

"Honestamente, acho que me precipitei em algo que pensei que era o que eu deveria fazer. Percebi com o passar do tempo, eu realmente não conhecia a pessoa que eu era noiva".

Enquanto conversava com suas amigas, ela afirma que ele era "propaganda enganosa" e que o distanciamento social durante a pandemia "acelerou" o romance deles.

"A parte mais difícil da separação foi lamentar a pessoa que eu pensava que ele fosse. Fiquei tão chocado quanto o resto do mundo com algumas coisas que foram ditas e feitas".

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Uma quarentena necessária

Demi revelou que ficar em casa devido à pandemia do coronavírus lhe ajudou a encontrar equilíbrio e começou a curar traumas dos quais ela descreveu no documentário.

"Eu cruzei uma linha que nunca havia cruzado no mundo do vício. É interessante que me custou uma quarentena para trabalhar nessa coisa de trauma. Eu nunca tive realmente tempo para cavar fundo e fazer esse trabalho".

Apesar de tudo, ela não está sóbria

"Tenho hesitado em compartilhar até agora que tenho fumado maconha e bebido com moderação", contou a estrela, no episódio final. "Depois de tantos anos sendo a garota-propaganda da sobriedade, eu não queria que as pessoas me criticassem por isso".

"Aprendi que fechar as portas para as coisas me dá vontade de abri-las ainda mais. Aprendi que não funciona para mim, dizer: ‘Nunca vou fazer isso de novo'. Eu realmente, realmente lutei com isso".

O documentário Demi Lovato: Dancing With the Devil está disponível no YouTube.