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Gerente do Hotel Cecil rebate acusação de ter editado filmagem de Elisa Lam

Em conversa exclusiva com o E! News, a ex-gerente do hotel, Amy Price, refletiu sobre a carreira e o documentário.

por Alyssa Ray | Traduzido Por Miriam Kaibara | 20 fev, 2021 11:00Tags
Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel, Netflix, Amy PriceNetflix

Se tem uma série documental que está dando o que falar é a produção sobre a misteriosa morte de Elisa Lam: Cena do Crime - Mistério e Morte no Hotel Cecil. Em 2013, Elisa, uma estudante canadense, se hospedou no Hotel Cecil, no centro de Los Angeles, e dias depois seu corpo foi encontrado em um dos reservatórios de água do estabelecimento. 

Uma das pessoas ouvidas no documentário é Amy Price, que foi gerente do hotel por 10 anos, incluindo quando Elisa se hospedou no local. Em entrevista ao E! News, ela revelou como acabou nesse emprego e rebateu as acusações de que tenha modificado a gravação de Elisa no elevador. "Em primeiro lugar, eu forneci a filmagem. Quando foi apresentada a mim... é bizarro", disse ela.

Após o vídeo ser divulgado na web, muitos internautas começaram a questionar uma possível edição na gravação. Como mostrado no documentário, o vídeo parecia estar lento, a marcação de tempo borrada e quase um minuto da filmagem supostamente estava faltando.

"Isso é absolutamente falso", disse Price sobre as acusações de adulteração. "Fiquei um pouco surpresa ao ouvir isso. Eu realmente não tinha ouvido isso antes do documentário. Não estou surpresa que as pessoas se sintam assim com base no impulso que muitos dos detetives têm".

Segundo Amy, o Hotel Cecil "cooperou 100 por cento com a polícia... Quero dizer, desde o momento que eles chegaram. Não houve nem mesmo a chance de eu ver os vídeos, eu só os entreguei. Eu providenciei uma sala para eles revisarem as gravações e foi exatamente o que eles fizeram".

"Qual seria a razão para querer editar a filmagem?", disse ela.

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Amy revelou que não tinha ideia do passado do hotel, que já hospedou assassinos e foi local de várias mortes. 

"Absolutamente nada", afirmou Price quando questionada se ela sabia alguma coisa sobre o hotel antes de aceitar o trabalho. "Eu nem mesmo pesquisei no Google—acho que o Google nem era popular naquela época—eu nem sabia nada sobre a história ou algo parecido".

Então como Amy acabou trabalhando no Cecil? Segundo ela, por causa de um favor a uma amiga.

"Nem mesmo teve uma entrevista. O marido de uma das minhas amigas precisava de uma ajudinha no hotel, e eu não estava trabalhando na época. Então, sabe, com tempo livre, eu disse, 'Eu aceito' Por que não?'"

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No entanto, após aceitar o emprego, Amy passou por algumas experiências impressionantes com hóspedes. 

"Houve algumas circunstâncias que, sabe, me impactaram ou que eu não esqueci. Houve mais do que alguns suicídios que certamente me fizeram sentir—eu nunca passei por algo do tipo na minha vida", revelou. 

E sobre como ela suportou alguns aspectos difíceis de seu emprego, Amy disse que contou com apoio de "amigas próximas". 

"Tem algumas pessoas que eu tenho amizade há muitos anos e certamente aconteceram muitas conversas por telefone quando eu chegava em casa do trabalho"

A série dirigida por Joe Berlinger aborda o desaparecimento e morte de Elisa, assim como o frenesi que surgiu na mídia e as várias teorias da conspiração na web. Infelizmente para Price, ela teve que reviver memórias difíceis em torno deste trágico evento enquanto filmava o documentário.

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"Foi muito para processar. Muitas coisas sobre meu emprego eram—todos os dias eram diferentes. Então, reviver algumas coisas que aconteceram... muitos sentimentos vieram à tona", admitiu. 

Atualmente, Price está focando em seus negócios de design de interiores e joalheria. "Sobre voltar ao hotel, posso dizer que não está nos meus planos, mas você nunca sabe onde a vida pode te levar", finalizou.