Atriz de Game of Thrones diz que Marilyn Manson a perseguiu com um machado

Esmé Bianco é mais uma mulher que acusa o roqueiro de abuso e disse que ele "quase destruiu" sua vida.

por Cydney Contreras | Traduzido Por Miriam Kaibara | 11 fev, 2021 21:52Tags
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Marilyn Manson enfrenta mais acusações de abuso, incluindo a de sua ex-noiva Rachel Evan Wood, e da cantora Phoebe Bridgers. Nessa quarta-feira, 10, a atriz de Game of Thrones, Esmé Bianco, revelou ao The Cut, que Marilyn a agrediu durante a relação dos dois em 2011, o descrevendo como um "monstro que quase me destruiu e quase destruiu tantas mulheres". 

Segundo Esmé, ela foi apresentada ao cantor por sua ex-esposa, Dita Von Teese, em 2005, e em 2009 ele supostamente a abusou pela primeira vez.

O abuso teria acontecido no set do clipe da música de Manson, "I Want to Kill You Like They Do in the Movies", onde ele forçou-a a vestir uma lingerie e a amarrou em um suporte de oração, onde ele supostamente a chicoteou repetidamente.

Além disso, ela afirma que ele permitia que ela comesse e dormisse com pouca frequência, muitas vezes oferecendo cocaína ao invés de comida.

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Após a gravação, a atriz afirma que eles começaram uma relação sexual, com a atriz abandonando o marido de dois anos pelo caso com o roqueiro. 

Após se separar de seu marido, em 2011, o abuso de Manson aumentou. Ela revela que ele decidia o que ela iria usar, quando ela dormia e quando ela podia sair do apartamento dele, em West Hollywood. 

"Eu basicamente me sentia como uma prisioneira. Eu existia para satisfazer o prazer dele. Com quem eu falava era completamente controlado por ele. Eu ligava para minha família me escondendo no guarda-roupa", disse Esmé.

A ex-assistente de Manson, Ashley Walters, que também o acusou de abuso, revelou ao The Cut, que ele tratava as pessoas de seu círculo íntimo da mesma forma. "Seja lá o que ele esteja fazendo, você deveria estar fazendo... Se ele está girando e acordado, você precisa estar acordado. E se ele não estiver comendo, você simplesmente não come".

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Bianco explica que ela não aceitou ajuda devido à sua saúde mental deteriorada. "Eu acho que teria dado desculpas por ele. Eu estava no modo de sobrevivência naquele ponto, e meu cérebro tinha me ensinado a ser pequena e agradável".

Uma noite em particular, Esmé alega que Manson repetidamente cortou seu torso com uma faca. "Eu me lembro de estar deitada lá, e eu não lutava contra... Foi aquele tipo de momento limite onde eu tinha perdido todo o senso se esperança e segurança". 

Após viverem juntos por um mês, Esmé revela que ela tinha decidido finalmente ir embora, quando ele supostamente a perseguiu pelo apartamento com um machado. 

Quase 10 anos após o abuso, Bianco diz que sofre de estresse pós-traumático. 

A atriz falou pela primeira vez sobre as acusações de abuso em 2019, quando testemunhou na Assembleia do Estado da Califórnia. Na época, Bianco não revelou o nome de seu abusador. Nesta quinta-feira, 11, a atriz compartilhou mais alegações contra Manson em entrevista à ABC News. 

"Eu fui coagida, eu fui defraudada, eu fui transportada do Reino Unido para os Estados Unidos. Eu fui abrigada e depois coagida à servidão involuntária, que incluía abuso sexual e abuso físico", contou. 

O advogado de Bianco, Jay Ellwanger, disse à ABC News que a atriz foi entrevistada por agentes do FBI, em Los Angeles na última semana. Ele também revelou que ela compartilhou evidências contra Manson relacionados a "tráfico humano e crimes sexuais". No entanto, o FBI não negou nem confirmou ao veículo se há uma investigação ativa contra Manson.