Joe Biden faz história ao escolher doutora trans para cargo de saúde

Dra. Rachel Levine deve se tornar a primeira abertamente transgênero a ser confirmada pelo Senado nos EUA. Veja!

por Corinne Heller | Traduzido Por Sally Borges | 20 jan, 2021 18:38Tags
Rachel LevineBonnie Jo Mount/The Washington Post via Getty Images

Joe Biden iniciou seu mandato fazendo história! Biden, empossado nesta quarta-feira, 20, nomeou Dra. Rachel Levine como a nova Secretária Assistente de Saúde dos Estados Unidos.

O ato histórico marca a primeira vez que uma pessoa abertamente transgênera é confirmada pelo Senado do país. Antes do novo cargo, Levine liderava a Secretaria de Saúde de Pensilvânia. 

Em 2020, ela liderou a resposta do estado à pandemia do coronavírus. Levine, de 64 anos, também é conhecida por comandar o programa de maconha medicinal e por seus esforços no combate à crise dos opioides no estado.

A política também escreve artigos de pesquisa médica sobre a medicina LGBTQ e transtornos alimentares. Além disso, ela é professora de Pediatria e Psiquiatria na Penn State's College of Medicine.

Levine é formada pela Harvard College e Tulane University School of Medicine, e completou seus estudos em Pediatria e Medicina do Adolescente no Mt. Sinai Medical Center, em Nova York.

"A Dra. Rachel Levine trará a liderança estável e a experiência essencial de que precisamos para ajudar as pessoas a superar esta pandemia – não importa seu CEP, raça, religião, orientação sexual, identidade de gênero ou deficiência – e atender às necessidades de saúde pública de nosso país neste momento crítico e além", disse Biden, em comunicado na terça-feira, 19, antes de sua posse.

"Ela é uma mulher histórica e profundamente qualificada para ajudar a liderar os esforços de saúde de nosso governo".

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Após a posse de Biden, Levine deve ser confirmada pelo Senado, que será agora controlado por seu partido Democrata, após os resultados das Eleições 2020.

A Dra. deve servir sob o comando de Xavier Becerra, escolhido do Presidente para liderar o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

Se confirmado pelo Senado, Xavier, que atualmente trabalha como Procurador-Geral da Califórnia, será o primeiro latino a chefiar o departamento de saúde. O Senado, recentemente, começou a realizar audiências para confirmar as escolhas do gabinete do novo Presidente.

Bonnie Jo Mount/The Washington Post via Getty Images

Levine, que possui dois filhos, aborda nacionalmente questões sobre saúde e a visibilidade LGBTQ na Penn State's School of Medicine, estabeleceu um grupo de funcionários LGBTQ e serviu como facilitador para um grupo de alunos LGBTQ, conforme relatou o Philadelphia Inquirer.

No ano passado, enquanto administrava a luta da Pensilvânia contra o COVID-19, ela foi alvo de ataques transfóbicos de funcionários eleitos, empresários e nas redes sociais, segundo o jornal.

Após sua confirmação, Levine está pronta para se unir ao que está prestes a se tornar o gabinete dos EUA mais diversificado da história. 

"Vinte e quatro mulheres e homens notáveis que farão nosso país se mover novamente, que restaurarão a confiança em nosso governo novamente e que estão prontos para o Dia Um. Este é um Gabinete que parece a América", disse Biden, no início do mês, em um discurso, em Delaware.

"Este será o primeiro Gabinete a ser igualmente composto por mulheres e homens. Será o primeiro Gabinete com uma maioria de pessoas de cor. Ele tem mais de uma dúzia de nomeações que marcam a história, incluindo a primeira mulher Secretária do Tesouro, a primeira Secretária de Defesa Afro-Americana, o primeiro membro assumidamente gay do Gabinete, o primeiro Secretário do Gabinete Nativo Americano".

O eleito nomeou Janet Yellen como Chefe do Tesouro; o General aposentado Lloyd Austin como Secretário de Defesa; o ex-candidato presidencial Pete Buttigieg, assumidamente gay, como Secretário de Transportes; e a congressista do Novo México, Deb Haaland, membro da Tribo Laguna Pueblo, como Secretária do Interior.

Além disso, ele nomeou uma equipe de comunicação exclusivamente feminina, que inclui a ex-porta-voz do Departamento de Estado do Barack Obama, Jen Psaki, como Secretária de Imprensa da Casa Branca e a porta-voz da campanha, Kate Bedingfield, como Diretora de Comunicações.