Josh O'Connor critica pedido de ministro por selo de ficção em The Crown

O ator falou sobre Olivier Dowden, que acha que a Netflix deveria acrescentar um selo de "ficção" à série. Confira!

por Mike Vulpo | Traduzido Por Miriam Kaibara | 10 dez, 2020 15:26Tags
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Josh O'Connor se pronunciou sobre polêmica em torno de The Crown. Em entrevista ao Los Angeles Times, Josh revelou sua opinião em relação ao pedido do ministro da cultura britânico, Oliver Dowden, para que a série tenha um selo de "ficção". 

Segundo o ator, que dá vida a Príncipe Charles, isso é simplesmente desnecessário. "Nós ficamos um pouco decepcionados com o nosso secretário de cultura, cujo trabalho é incentivar a cultura", disse ele ao jornal, durante o podcast The Envelope: The Podcast.

"Na minha opinião, é muito chocante que ele tenha dito o que disse. Particularmente, nesse monento quando ele sabe que as artes estão batalhando e estão de joelhos, acho que é um golpe um pouco baixo", disse ele.

"Minha visão pessoal é que a audiência entende. Você tem que mostrar respeito a eles e entender que eles são inteligentes o bastante para ver do que realmente se trata, que é pura ficção".

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No mês passado, o ministro da cultura britânico falou com o Mail on Sunday sobre a série da Netflix.

Enquanto ele chamou a produção de um "trabalho de ficção lindamente produzindo", Oliver temeu que a audiência não saiba o que é verdade e o que é invenção. 

Netflix

"Assim como em outras produções de TV, a Netflix deveria ser muito clara no início, é apenas isso. Sem isso, eu temo que uma geração de telespectadores, que não viveram esses eventos, possam confundir ficção com fatos", disse o ministro. 

Em comunicado oficial, a Netflix alegou que se nega a adicionar um aviso de isenção de responsabilidade. "Nós sempre apresentamos The Crown como um drama—e nós temos certeza de que nossos membros entendem que é uma obra de ficção amplamente baseada em eventos históricos. Como resultado, nós não temos planos—e não vemos necessidade—de adicionar um aviso".

A colega de elenco de Josh, Emerald Fennell, que interpreta Camilla Parker Bowles, compartilha da mesma opinião do ator. Enquanto ela disse que a questão está "completamente acima" do nível salarial do elenco, ela lembrou os fãs de que se trata de uma série de TV. 

"É um drama, então eu não sei necessariamente se poderia [confundir o público], da mesma forma que eu tenho certeza que o início de The Crown não mudou necessariamente a cabeça das pessoas sobre a Rainha. As pessoas provavelmente olham mais para a realidade para se decidirem", disse a atriz. 

 

As revelações bombásticas de Princesa Diana em entrevista de 1995, da BBC:

Luzes, Câmeras... Angústia

"O aspecto mais assustador foi a atenção da mídia", disse Princesa Diana a Martin Bashir no Panorama, da BBC, "porque meu marido e eu, quando ficamos noivos, fomos informados que a mídia iria trabalhar em silêncio, e não foi assim; e então quando nos casamos, eles disseram que ia ser tranquilo e não foi; e então começou a se concentrar muito em mim, e eu parecia estar na capa de um jornal todos os dias, o que é uma experiência de isolamento, e o quanto mais alto a mídia te coloca, maior será a queda. E eu estava muito ciente disso".

A partir do momento em que a imprensa percebeu pela primeira vez um novo romance entre Príncipe Charles e Lady Diana Spencer, de 19 anos, em 1980, eles raramente lhe davam um momento de privacidade, seguindo-a por toda parte e rondando do lado de fora de seu apartamento em Londres. Um suposto repórter até se espremeu pela janela da creche onde Diana trabalhava, em busca de um furo.

Ela sempre presumiu que as pessoas estariam mais interessadas em seu marido e em suas boas obras, "mas eu, durante os anos, você se vê como um bom produto que fica na prateleira e vende bem, e as pessoas ganham muito dinheiro com você".

Senso de dever

A turnê de 1983 pela Austrália e Nova Zelândia, que foi amplamente elogiada como um grande sucesso, teve momentos de agonia, disse Diana.

"Fomos para Alice Springs, na Austrália, e fizemos uma caminhada, e eu disse ao meu marido: 'O que eu faço agora?'", ela lembrou. "E ele disse: 'Vá para o outro lado e fale com [a imprensa].' Eu disse: 'Não posso, simplesmente não posso'. Ele disse: 'Bem, você tem que fazer isso.' E ele saiu e fez a sua parte, e eu saí e fiz a minha parte. Isso praticamente acabou comigo naquele momento, e de repente eu percebi—Eu voltei para o nosso quarto de hotel e percebi o impacto, sabe, eu tive que me resolver".

Depois da viagem, "eu era uma pessoa diferente. Percebi o senso de dever, o nível de intensidade de interesse e o papel exigente em que me encontrava agora".

Marido ciumento

Charles, o futuro rei, não exatamente gostava de ficar em segundo lugar atrás da esposa quando o assunto era a atenção do público.

Questionada se ela se sentia lisonjeada com toda essa atenção, ela disse a Bashir, "Não, não particularmente porque com a atenção da mídia veio muito ciúmes. Muitas situações complicadas surgiram por causa disso".

Eventualmente, Charles decidiu que eles deveriam fazer menos compromissos juntos, para que por conta própria ele pelo menos recebesse alguma atenção.

Mundo real

Diana ficou conhecida como a Princesa do Povo por um motivo. Sem saber a princípio em que áreas do serviço público ela deveria se envolver quando se casou com Charles, patronagens e defesa de causas sendo uma grande parte do trabalho quando você se junta à realeza, Diana explicou: "Eu me vi cada vez mais envolvida com pessoas que foram rejeitadas pela sociedade—eu diria, viciados em drogas, alcoolismo, feridos por isso e por aquilo—e eu encontrei uma afinidade ali".

"E eu respeitei muito a honestidade que encontrei nesse nível com as pessoas que conheci, porque nos hospícios, por exemplo, quando as pessoas estão morrendo, elas são muito mais abertas e mais vulneráveis, e muito mais reais do que as outras pessoas. E eu apreciei isso".

Ninguém do palácio jamais a orientou de outra forma, acrescentou ela, e "Tenho a sorte de ter encontrado meu papel, estou muito consciente disso e adoro estar com as pessoas".

Herdeiros

Diana reconheceu abertamente que seu filho primogênito ser um menino era considerado um ponto positivo extra pelos padrões reais. E embora ela já tivesse dito isso, depois que príncipe William nasceu, Charles estava esperando por uma filha e ficou um pouco desapontado quando o ruivo príncipe Harry veio em seu lugar, mas dois meninos certamente eram melhores do que duas meninas.

"Teria sido um pouco complicado se fossem duas meninas—mas isso por si só traz a responsabilidade de criá-las, o futuro de William sendo como é, e Harry como um reserva nesse aspecto", disse ela.

Eles a chamaram de louca

Diana revelou que teve depressão pós-parto após o nascimento de William, algo no qual "ninguém nunca falava".

"Isso por si só foi um pouco difícil. Você acordava de manhã sentindo que não queria sair da cama, se sentia incompreendida e muito, muito deprimida".

Questionada se recebia ajuda, a princesa disse: "Recebi muito tratamento, mas sabia por mim mesma que, na verdade, o que precisava era de espaço e tempo para me adaptar a todos os diferentes papéis que surgiram em meu caminho. Eu sabia que poderia fazer isso, mas eu precisava que as pessoas fossem pacientes e me dessem espaço para fazer isso".

De acordo com Diana, no entanto, seus sogros não sabiam o que fazer com ela.

"Bem, talvez eu tenha sido a primeira pessoa nesta família que teve uma depressão ou chorou abertamente", disse ela. "E obviamente isso foi assustador, porque se você nunca viu isso antes, como você presta apoio?" No final das contas, "isso deu a todos um novo rótulo maravilhoso: Diana é instável e Diana é mentalmente desequilibrada. E, infelizmente, isso parece ter permanecido intermitente ao longo dos anos".

Automutilação

Os relatos de que Diana se automutilava eram verdadeiros.

"Por exemplo, você tem tanta dor dentro de si que tenta se machucar externamente porque quer ajuda, mas é a ajuda errada que você está pedindo", refletiu ela. "As pessoas veem isso como um lobo chorando ou em busca de atenção, e acham que porque você está na mídia o tempo todo, você tem atenção suficiente. Mas eu estava realmente chorando porque queria melhorar para seguir em frente e continuar meu dever e meu papel como esposa, mãe, princesa de Gales".

"Então, sim, eu infligi a mim mesma. Não gostava de mim mesma, tinha vergonha porque não conseguia suportar as pressões." Ela revelou que machucava seus braços e pernas.

Questionada se Charles entendia por que ela estava fazendo isso, ela disse: "Não, mas muitas pessoas não teriam se dado ao trabalho de ver isso."

Detalhando seu transtorno alimentar

Diana confirmou que também lutou contra a bulimia durante anos.

"Você inflige isso a si mesma porque sua autoestima está baixa e você não se acha digna ou de valor", disse ela, comparando a compulsão alimentar a "ter um par de braços em volta de você, mas é... temporário. Então você fica enojado com o inchaço do seu estômago, e então você traz tudo à tona novamente".

Depois de passar seus dias consolando os outros, ela ia para casa e se consolava com comida. Mas, ela acrescentou, "era um sintoma do que estava acontecendo em meu casamento. Eu estava gritando por ajuda, mas dando os sinais errados, e as pessoas estavam usando minha bulimia como um casaco em um cabide: eles decidiram que esse era o problema—Diana era instável".

Críticas a seu intelecto

Diana estava ciente de que tinham a impressão que ela não era tão intelectualmente profunda quanto Charles, e ela se ressentia disso.

"Certa vez, cometi o grave erro de dizer a uma criança que eu era grossa como uma prancha, para acalmar o nervosismo da criança, o que adiantou", lembrou ela. "Mas essa manchete correu ao redor do mundo, e eu me arrependo de ter dito aquilo".

Ela e Charles tinham muitos interesses em comum, revelou Diana. "Ambos gostávamos de pessoas, ambos gostávamos da vida no campo, ambos amávamos crianças, trabalhamos na área do câncer, trabalhamos em hospícios".

No que diz respeito aos seus próprios interesses, "Não acho que me foi permitido ter nenhum", disse ela sobre o relacionamento deles desde o início. "Acho que sempre fui a garota de 18 anos de quem ele ficou noivo, então não acho que recebi nenhum crédito pelo crescimento. E, meu Deus, eu tive que crescer".

Amante de Charles

No tema talvez mais citado e lembrado da entrevista, Diana admitiu saber desde o início que seu marido havia reacendido seu romance com a ex-namorada Camilla Parker Bowles.

Questionada se o caso levou ao rompimento do relacionamento dela com Charles, ela respondeu: "Bem, havia três de nós neste casamento, então estava um pouco lotado."

"Assumo alguma responsabilidade por nosso casamento ter sido como foi. Vou assumir a metade, mas eu não vou assumir mais do que isso, porque são necessários dois para entrar nesta situação".

Uma vida dupla

Mesmo antes de se separarem, Diana e Charles viviam efetivamente separados. Quando "íamos para o exterior tínhamos apartamentos separados, embora estivéssemos no mesmo andar, então, é claro que isso foi vazado e isso causava complicações", lembrou ela. "Mas Charles e eu tínhamos nosso dever a cumprir, e isso era fundamental".

E, ela continuou, "éramos uma equipe muito boa em público".

Quando Bashir apontou que muitas pessoas podiam não entender como eles viviam assim, Diana retrucou: "Bem, isso é problema deles. Eu sei como é".

Biografia polêmica

Diana negou "ter ajudado pessoalmente" Andrew Morton em sua explosiva biografia, de 1992, Diana: Her True Story, mas ela permitiu que seus amigos falassem com ele para ajudar a esclarecer as coisas em seu nome enquanto sua vida nos bastidores estava em uma espiral.

"Muitas pessoas viram a angústia na qual minha vida estava e sentiram que era uma coisa favorável ajudar da maneira que fizeram", disse ela a Bashir. A princesa pensou que talvez um livro pudesse dar às pessoas "uma melhor compreensão" dela. "Talvez haja muitas mulheres por aí que sofrem no mesmo nível, mas em um ambiente diferente, que são incapazes de se defender porque sua autoestima está dividida em duas".

Ela omitiu, no entanto, que se submeteu a entrevistas por procuração, com Morton fazendo perguntas por meio de seu amigo Dr. James Colthurst, que gravou suas respostas. Diana também deu a Colthurst (que por sua vez os mostrou a Morton) algumas correspondências privadas de Camilla para Charles, o autor revelou ao Mail on Sunday, em 2017.

"No entanto, devido às leis de difamação da Grã-Bretanha, na época eu não era capaz de escrever que o príncipe Charles e Camilla eram amantes, porque não podia ser provado", lembrou Morton. "Em vez disso, tive que aludir a uma 'amizade secreta'".

Ao contrário da entrevista à BBC, Morton disse: "Ela nunca se arrependeu das sessões de gravação. Como seu amigo cineasta, Lord Puttnam, lembrou: 'Ela era dona do que tinha feito. Ela sabia o que estava fazendo e assumiu um risco calculado, embora estivesse com um medo de merd*. Mas nunca ouvi uma palavra de arrependimento, eu prometo a você'". Após sua morte, o livro foi republicado como Diana: Her True Story—In Her Own Words (Diana: Sua História Verdadeira—Em Suas Próprias Palavras).

Ainda assim, Diana disse a Bashir, que o livro (que "chocou e horrorizou" a família real) foi certamente um ponto de virada para ela e Charles. "O que havia sido escondido—ou melhor, o que pensávamos que estivesse escondido—então se tornou público e foi falado diariamente, e a pressão era para que nós nos separássemos de alguma forma".

O anúncio formal de sua separação aconteceu em dezembro de 1992, encerrando o "annus horribilis" [ano horrível] da Rainha.

Negando caso com James Gilbey

Diana lamentou que seu amigo tenha sido arrastado para suas brigas sórdidas quando uma gravação de um telefonema de flerte entre eles vazou para o The Sun, em 1992.

"Mas as implicações dessa conversa foram que tivemos um relacionamento adúltero, o que não era verdade", ela insistiu. A transcrição foi publicada "para me prejudicar seriamente, e essa foi a primeira vez que experimentei o que é estar fora da rede, por assim dizer, e não estar na família".

"Ela não vai ficar quieta"

Diana tinha a firme convicção de que, uma vez que ela e Charles se separassem, a família real iria ficar contra ela, que a via como "um problema".

Eles não tinham certeza do que fazer, ela continuou, porque "'ela não vai ficar quieta', esse é o problema. Vou lutar até o fim, porque acredito que tenho um papel a cumprir, e eu tenho dois filhos para criar".

Referindo-se a uma breve pausa que tirou dos olhos do público, em 1993, Diana disse que seu plano era "confundir o inimigo", explicando, "o inimigo era o departamento do meu marido, porque eu sempre recebia mais publicidade, meu trabalho era... discutido muito mais do que o dele". Eles tentaram miná-la "por medo", ela continuou, "porque aqui estava uma mulher forte fazendo sua parte, e de onde ela estava tirando suas forças para continuar?"

Adultério assumido

Diana elogiou Charles por ter admitido o adultério em sua entrevista bombástica com Jonathan Dimbleby, autor da biografia, de 1994, O Príncipe de Gales.

"Eu mesma fiquei muito arrasada. Mas admirei a honestidade, porque é preciso muita para fazer isso", ela compartilhou. "Para ser honesto sobre um relacionamento com outra pessoa, na posição dele—isso é algo incrível".

Como ela contou sobre a separação a William

Quando ela e Charles estavam se separando, ela foi para Ludgrove, o internato de William em Berkshire, para contar a ele pessoalmente. Ela se lembrou de aconselhar seu filho "que se você encontrar alguém que ama na vida, deve agarrar-se a ela e cuidar dela, e se você teve a sorte de encontrar alguém que o amou, então deve protegê-la. William me perguntou o que estava acontecendo e eu respondi às suas perguntas".

Ela reiterou para seu filho de 10 anos de idade que "éramos três neste casamento e a pressão da mídia foi outro fator, então os dois juntos eram muito difíceis. Mas embora eu ainda amasse o papai, eu não conseguia viver sob o mesmo teto que ele, e com ele acontecia da mesma forma".

Questionada sobre como isso pode tê-lo afetado, Diana disse que William era "um pensador profundo, e não sabemos por alguns anos como isso aconteceu. Mas eu trouxe isso com cuidado, sem ressentimento ou qualquer raiva".

Esclarecendo seu affair

Diana admitiu ser mais do que uma amiga próxima do ex-oficial do exército James Hewitt, que havia sido o instrutor de equitação dela e de seus filhos (e foi objeto de um boato muito negado de que ele é o verdadeiro pai de Harry). Ele publicou um livro revelador, Princess In Love, sobre o caso deles, que começou em 1987, e Diana "realmente se importou" por ele ter lucrado com algo tão privado.

"Eu o adorava", ela admitiu. "Sim, eu estava apaixonada por ele. Mas fiquei muito decepcionada".

Ordem de sucessão

Questionada se achava que Charles se tornaria rei um dia, Diana respondeu: "Quem sabe o que o destino produzirá, quem sabe quais circunstâncias o provocarão?"

Questionada se Charles queria ser rei, ela disse: "Sempre houve conflito com ele quando discutimos sobre esse assunto, e eu entendi esse conflito, porque é um papel muito exigente, ser Príncipe de Gales, mas é igualmente mais exigente o papel de ser Rei. E ser Príncipe de Gales produz mais liberdade agora, e ser Rei seria um pouco mais sufocante. E porque eu conheço o personagem, eu pensaria que o cargo principal, como eu o chamo, traria enormes limitações para ele, e eu não sei se ele poderia se adaptar a isso".

E se ele deveria ser rei, ou se William pularia um degrau e se tornaria o próximo monarca, Diana disse: "Bem, então você tem que ver que William é muito jovem no momento, então você quer que um fardo como esse seja colocado em seus ombros com essa idade? Portanto, não posso responder a essa pergunta". Mas, quando ele atingir a maioridade, "Meu desejo é que meu marido encontre paz de espírito, e daí decorrem outras coisas, sim".