Neil Gaiman elogia fãs brasileiros ao falar de Sandman na CCXP Worlds

O autor participou do primeiro dia da CCXP Worlds, que rolou nesta sexta-feira, 4. Confira!

por Sally Borges 04 dez, 2020 20:27Tags
Neil GaimanInstagram/@neilhimself

Neil Gaiman, autor de várias obras literárias, foi um dos primeiros convidados a participar da edição virtual CCXP Worlds. Em seu painel, realizado na tarde desta sexta-feira, 4, Gaiman falou do sucesso de suas criações que foram migradas para as telinhas e da sua carinhosa relação com o Brasil.

De acordo com o autor, sua história com o país começou quando a premiada história de quadrinhos Sandman começou a ser publicada, em 1989.

"Naquela época, a DC Comics me enviava as edições estrangeiras dos meus quadrinhos à medida que eles eram lançados e as edições brasileiras eram melhores que as norte-americanas", disse ele. "Elas tinham versões mais detalhadas das artes ao invés de anúncios na contracapa".

A famosa HQ conta a história de Morfeu, o Senhor do Sonhar, e a manifestação antropomórfica dos sonhos. Com 11 episódios, a série será transmitida pela Netflix; mas ainda não tem previsão de estreia.

"Nós estamos fazendo a série de Sandman. Não é ‘tipo Sandman', ‘parecido com Sandman' ou algo do tipo. É Sandman. Estamos mesmo fazendo isso".

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Gaiman explicou que o fato de Sandman não ter vilões definidos foi um dos motivos de a obra ter demorado tanto para chegar às telas. Um dos chefes da Warner, que faria a adaptação no começo dos anos 2000 não gostou disso e cancelou o desenvolvimento da série. Ao longo dos anos, outras adaptações foram idealizadas, mas nunca saíram do papel; no entanto, vale lembrar que Lucifer é derivada de Sandman.

Ele também falou da sua relação de amor com o Brasil, narrando ainda suas lembranças sobre a primeira vez que desembarcou ao país.

"Eu sei que eu adoro o Brasil. Eu sei que o Brasil me amava antes mesmo de tudo isso ficar bem famoso. A primeira vez que fui ao Brasil, acho que era 1998, eu fui muito bem recebido. Eu estava em um lugar que eu queria estar, eu estava animado de estar aí. Eu fui, conheci pessoas e voltei em 2002".

O autor revelou que voltou para uma edição da Bienal do Livro e acabou ficando sem voz quando chegou a São Paulo. "Se eu tenho qualquer reputação no Brasil de ser um deus do sexo é porque falei com todo mundo com um suspiro sensual e íntimo", brincou ele. "Eu amo o Brasil, eu amo as pessoas".

"Foi inesquecível. Eu dei autógrafos para cerca de 700 pessoas e ainda tinham umas 500 na fila. Eu assinei para todo mundo e como eu não tinha voz, eu não podia falar com ninguém, então eu tive que abraçar muitas pessoas".

O autor reúne ainda outras obras que arrastam fãs por todo o mundo, como Deuses Americanos, Coraline e Belas Maldições.