Ex de Naya Rivera abre processo de homicídio culposo em nome do filho

Ryan Dorsey entrou com um processo contra o condado de Ventura, o United Water Conservation District e o Parks and Recreation Management.

por Elyse Dupre | Traduzido Por Miriam Kaibara | 19 nov, 2020 14:00Tags
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Ryan Dorsey, ex-marido de Naya Rivera, e o espólio da artista, entraram com processo na Justiça em nome do filho do casal, Josey Hollis Dorsey, no Tribunal Superior de Ventura, na Califórnia, nessa terça-feira, 17. Ryan acusa o Condado de Ventura, o United Water Conservation District e o Parks and Recreation Management de homicídio culposo e Inflição negligente de sofrimento emocional.

No que diz respeito à primeira causa de ação, os documentos judiciais obtidos pelo E! News afirmaram: "Josey sofreu danos econômicos e não econômicos substanciais como resultado da morte de Naya." Quanto à segunda causa da ação, os documentos alegam que Josey sofreu "grave angústia emocional" por estar no local onde sua mãe se afogou.

Através do representante pessoal Justin Stiegneyer, o espólio também reivindicou uma causa de sobrevivência na ação. De acordo com os documentos do tribunal, ele apresentou esta ação para "recuperar a perda ou dano que Naya sofreu ou incorreu antes da morte, incluindo quaisquer penalidades ou danos punitivos exemplares aos quais Naya teria direito se vivesse".

De acordo com a papelada, os demandantes estão solicitando um julgamento com júri. Eles também buscam "danos reais, compensatórios, consequenciais e punitivos em valores a serem fixados no julgamento", "honorários advocatícios e custas razoáveis conforme disponíveis por lei", "juros pré-julgamento e pós-julgamento" e qualquer "medida adicional conforme o Tribunal considere apropriado".

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Naya morreu após se afogar no Lago Piru, no Condado de Ventura, na Califórnia no dia 8 de julho. A atriz de Glee alugou um barco e estava acompanhada do filho Josey. Os documentos alegam que o barco "não estava equipado com uma escada acessível com segurança, corda adequada, âncora, rádio ou quaisquer mecanismos de segurança para evitar que os nadadores sejam separados de seus barcos".

"Perturbadoramente, uma investigação posterior revelou que o barco não estava equipado com nenhum dispositivo de flutuação ou salva-vidas, em violação direta da lei da Califórnia, que exige que todos os barcos com mais de 16 pés sejam equipados com dispositivos de flutuação", declarou o processo.

Além disso, os documentos afirmaram que o barco alugado por Naya "era um dos barcos de aluguel mais antigos disponíveis no Lago Piru" e que "não havia sido reformado". Além disso, os documentos afirmam que o barco "exibiu sinalização incorretamente alegando que o barco estava em conformidade com os padrões de segurança da Guarda Costeira dos EUA - o que, dado que esses padrões exigem equipamento de segurança, como um colete salva-vidas, o barco certamente não os possuía".

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Os documentos também apontaram que "não havia nenhuma sinalização em nenhum lugar... aviso das fortes correntezas do rio, ventos fortes de baixa visibilidade, mudanças nas profundidades da água, cavernas subaquáticas, saliências e declives, ou as árvores, arbustos e outros detritos que congestionam suas águas devido às grandes mudanças nos níveis de água e ventos".

Além disso, a papelada afirmou que "não há placas avisando os visitantes sobre os perigos de nadar no lago, de usar coletes salva-vidas ao nadar ou passear de barco, ou que dezenas de outras pessoas se afogaram no Lago Piru", destacando que "pelo menos 26 outras pessoas" se afogaram no lago desde que suas instalações recreativas foram inauguradas.

Os documentos do tribunal reconheceram que o agente de aluguel de barcos da PMC (Parks Management Company) ofereceu à estrela de Glee um colete salva-vidas, mas que ela educadamente recusou, pois o colete era opcional. Os documentos alegam que o agente não identificado não advertiu Naya para usar o colete, mas sim colocá-lo no barco alugado. Em julho, as autoridades também afirmaram que Josey, então com 4 anos, estava usando um colete salva-vidas e que um colete salva-vidas de adulto foi encontrado no barco.

Cerca de duas horas depois que Naya e Josey deixaram a doca no barco alugado, eles decidiram nadar no lago, o que os documentos alegam que era permitido na época, mas agora é proibido. Os documentos afirmam que o barco foi levado para longe enquanto eles nadavam e isso foi devido "provavelmente pela corrente de vento, que atingiu 21 milhas por hora naquela tarde".

Em julho, o xerife do condado de Ventura, Bill Ayub, disse que o "filho de Naya descreveu ser ajudado a entrar no barco por Naya, que o empurrou no convés por trás". Ayub disse que a ideia, talvez, era que "o barco começou a flutuar, não estava ancorado e ela reuniu energia suficiente para colocar o filho de volta no barco, mas não o suficiente para se salvar". No entanto, os documentos judiciais contaram uma história diferente.

"Josey, que estava mais perto, conseguiu voltar ao barco por sua própria vontade e se apoiou no barco, que balançava para frente e para trás com força com o vento", afirma o processo. "Josey sabia que Naya ainda estava na água e a ouviu gritar: 'Socorro! Socorro!' em sua luta para voltar ao barco e evitar o afogamento".

De acordo com a papelada, "Josey procurou em vão por uma corda para ajudar sua mãe a voltar para o barco".

"Josey então olhou para a água em busca de sua mãe e viu que Naya havia desaparecido", afirmam os documentos. "Josey gritou por socorro e chorou sozinho no barco até ser encontrado mais de uma hora depois por um agente da PMC".

Após uma busca de vários dias por policiais e equipes de emergência, Naya foi encontrada morta no dia 13 de julho. Ela tinha 33 anos. De acordo com o processo, o corpo dela foi recuperado em uma "área onde a água tem 7 a 9 metros de profundidade com uma plataforma subaquática próxima que tinha 19 a 21 metros de profundidade e está congestionada com detritos pesados e árvores que se elevam a quase 6 metros do fundo do lago".

O legista do condado de Ventura determinou que a causa da morte de Naya foi afogamento por acidente. A atriz foi enterrada em Los Angeles em julho. De acordo com os documentos do tribunal, os demandantes alegaram que o afogamento era "totalmente evitável" e alegaram que "a negligência dos réus foi um fator substancial na causa da morte de Naya por afogamento".

"Dada a excepcional aptidão física de Naya, relativa juventude, fortes habilidades de natação e grande amor por Josey, ela certamente lutou muito para voltar ao barco e sucumbiu à exaustão por pelo menos alguns minutos", afirmou o documento. "Durante aqueles minutos, Naya pode não ter sabido se Josey conseguiu voltar ao barco - já que, apesar dos relatos imprecisos da mídia dos Réus, Naya não empurrou Josey de volta para o barco - mas ela certamente sabia que estava morrendo e não conseguiria voltar para o filho".

 

O estilo maternal de Naya Rivera: