5 destaques do documentário de Kim Kardashian, The Justice Project

por Allison Crist | Traduzido Por Miriam Kaibara | 06 abr, 2020 15:43Tags
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Kim Kardashian, que teve briga física com Kourtney Kardashian, acaba de estrelar o documentário The Justice Project, da Oxygen, nesse domingo, 5. A produção mostou o que Kim tem feito nos últimos dois anos pra enfrentar a crise da reforma criminal. 

Trabalhando com a #cut50, uma iniciativa bipartidária nacional que visa reduzir o número de pessoas nas prisões, cadeias e crimes pelos Estados Unidos, a estrela de KUWTK tem tentado ajudar em tudo, desde desde o trabalho político real, até sair e consultar diferentes presos, advogados e juízes.

"As pessoas acham que porque eu luto por isso significa que eu não acredito em punição. Há muitas pessoas—pessoas doentes—que merecem estar atrás das grades. Mas há pessoas incríveis que passam suas vidas apodrecendo dentro da prisão", disse ela. "Elas não merecem ter a vida jogadas no lixo porque você não tem ideia quais circunstâncias elas têm enfrentado ou vivido, que as levou a tomar tais decisões". 

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Nathan Congleton - NBC News/TODAY

Esse certamente foi o caso de Alice Marie Johnson, uma bisavó que cumpria uma sentença de mais de 25 anos como infratora não violenta pela primeira vez. A situação injusta de Johnson inspirou a investida de Kim na reforma da justiça criminal, e ela acabou ajudando a Casa Branca a conceder clemência à mulher de 64 anos.

Kim explicou que Johnson Alice "enfrentou um grande problema que temos em nosso país".

"Percebi rapidamente que havia tantas outras pessoas em uma situação semelhante a Alice que eu realmente desconhecia", acrescentou.

Johnson é destaque no The Justice Project, assim como várias outras pessoas cujas circunstâncias muitas vezes  infelizes contribuíram para que acabassem na prisão. Veja abaixo suas histórias e descubra o que mais você pode ter perdido no documentário da Oxygen:

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1. Estatísticas chocantes e definições úteis

Kim e vários especialistas jurídicos expõem uma infinidade de fatos e números desde o início do The Justice Project. Segundo o documentário há no momento 2,2 milhões de homens e mulheres atrás das grades nos EUA, mas do que em qualquer outro país no mundo. Erin Haney, advogada sênior da #cut50, revelou: "1 em cada 55 adultos e 1 em cada 23 homens negros no país estão sob alguma forma de supervisão comunitária. Esses números são realmente terríveis". 

Haney e outros especialistas também explicaram os diferentes termos e leis—o último dos quais inclui "evidência atenuante", que quer dizer, "informações apresentadas ao tribunal sobre o réu e as circunstâncias do crime que podem resultar em acusações reduzidas ou em uma sentença menor".

Kim descobre a importância de mitigar as evidências, começando com o caso de Dawn Jackson.

2. História de Dawn Jackson

Jackson estava entre as muitas presas que enviaram cartas a Kim sobre sua situação. Nessas cartas e na pesquisa que Kim realiza, é revelado que Jackson foi sexualmente abusada por várias pessoas em um período de 20 anos. Isso inclui seu padrasto, que ela matou quando ficou mais velha. 

No entanto, em seu julgamento o abuso nunca foi citado ou usado como evidência atenuante. 

"Eu realmente acredito que se o advogado dela tivesse se levantou e falado sobre o fato de Dawn ter sido estuprada aos cinco anos de idade, e que ela continuou sendo estuprada e molestada por anos por pessoas que deveriam estar cuidando dela, pelo seu padrasto, ela não teria recebido a sentença que teve", disse Kim.

A situação de Jackson não somente mostrou a importância da evidência atenuante para Kim, como também a fez se abrir para trabalhar com os casos mais "violentos". 

"Eu comecei a ficar extremamente crítica e pensei que eu nunca me envolveria ou ajudaria em uma situação que teve violência, mas após ler a história de Dawn, eu chorei", disse Kim. 

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3. Da cadeia ao culto de Kanye West

A história de Momolu Stewart é triste, mas teve um final feliz. Stewart usou seu tempo na prisão para ser mentor de presos mais jovens, explicando que sua única aspiração é "expressar arrependimento pelas vidas que ajudo a salvar hoje".

Kim escreveu uma carta em favor da soltura de Stewart, e ele saiu em liberdade em outubro de 2019. Quatro dias depois de sair da prisão, ele compareceu ao culto de Kanye West, onde ele se apresentou para uma enorme multidão. 

4. Livre após mais de 25 anos

Com a ajuda de um amigo, George Trudel - que já havia comutado sua própria sentença de prisão -, juntamente com a assistência de Kim e sua equipe, David Sheppard conseguiu se libertar após 27 anos de prisão. Ele foi acusado de assassinato a mão armada e recebeu uma sentença de prisão perpétua, apesar de não ser o atirador.

Kim se envolveu depois que Trudel escreveu para ela pedindo ajuda, e os dois puderam se encontrar e trabalhar com o tenente-governador da Pensilvânia John Fetterman para garantir a libertação de Sheppard.

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5. Kim contribuiu para a libertação de 7 mil pessoas

Na conclusão do The Justice Project, a co-fundadora e consultora sênior da #cut50, Jessica Jackson elogiou os esforços de advocacia de Kim e revelou uma estatística impressionante.

"Muito do trabalho que Kim está fazendo com a #cut50 é de humanização, mas outra parte do trabalho que ela está fazendo é nos ajudar com o trabalho de política; na verdade, mudar essas leis", disse Jackson. "Então, quando Kim decidiu que queria se envolver no First Step Act, Kim estava trabalhando em casos individuais. E de repente, quando ela se juntou a esse projeto de lei federal, por causa de seus esforços, agora existem 7 mil pessoas em casa com suas famílias."