Scarlett Johansson não quer se "editar" quando fala sobre o que realmente sente.

A atriz, que gerou controversa nos últimos meses por causa de seus comentários sobre Woody Allen - assim como sobre correção política e casting, resolveu falar sobre as declarações polêmicas em uma entrevista para a revista Vanity Fair. No papo, Johansson foi questionada sobre os comentários e a atriz de 35 anos disse que não quer ter que "mentir" sobre como se sente.

"Eu não sou um político e eu não posso mentir sobre como eu me sinto sobre as coisas", disse ela. "Eu não faço isso. Não é uma parte da minha personalidade. Eu não quero ter que editar ou controlar o que eu penso ou digo. Eu não posso viver assim. Não sou eu".

Ela adiciona: "E também, eu acho que quando você tem esse tipo de integridade, isso vai irritar algumas pessoas. E isso é parte da experiência, eu acho".

Johansson foi questionada sobre defender o diretor Allen, que foi alvo de acusações de abuso sexual.

"Apesar de haver momentos em que eu me sinto mais vulnerável porque eu falei a minha opinião, minha própria verdade e experiência sobre algo - e eu sei que talvez as pessoas não gostem e tenham uma reação visceral com isso - eu acho que é perigoso controlar como você se representa, porque você fica com medo da resposta que as pessoas podem ter", disse ela. "Isso, para mim, não parece progresso. Isso parece assustador".

Quando questionada se ela achava que as pessoas que criticaram os seus comentários sobre Allen "tinham um ponto", ela respondeu: "Eu não sei - eu me sinto do jeito que me sinto. É a minha experiência. Eu não sei mais do que qualquer outra pessoa. Eu só sou próxima de Woody... ele é um amigo meu. Mas eu não tenho outra visão a não ser a minha relação com ele".

Scarlett Johansson, Woody Allen, Celebrity Collaborations

Victor Bello/ Optimum Releasing

O jornalista Chris Heath também disse para Johansson que seus comentários sobre Allen podiam fazer as pessoas acharem que ela estava dizendo para a mulher que o acusou de abuso: "Eu não acredito em você".

"Sim", respondeu ela. "Eu entendo como isso pode revoltar algumas pessoas. Mas só porque eu acredito no meu amigo não quer dizer que eu não apoio, ou não acredito nas mulheres. Eu acho que cada caso é um caso. Você não pode ter uma resposta pronta - eu não acredito nisso. Mas isso é algo pessoal. É como EU me sinto".

E já ao falar sobre a sua contratação controversa para o filme Rub & Tug, no qual ela ia interpretar um homem transexual, chamado Dante "Tex" Gill, Johansson disse que ela "lidou mal" com essa situação.

A resposta inicial da atriz sobre a escalação foi dizer: "Direcione as pessoas para os representantes de Jeffrey Tambor, Jared Leto e Felicity Huffman". Ela se referiu aos três atores porque eles também interpretaram papéis transexuais no passado.

"Eu lidei mal com essa situação. A minha primeira reação não foi sensível", disse ela. "Eu não estava totalmente informada sobre como a comunidade trans se sentia sobre esses atores atuando - e como eles se sentiam com pessoas cis em geral atuando - como transexuais. Eu não sabia dessa conversa - eu não tinha sido educada sobre".

Ela adicionou: "Então eu aprendi durante esse processo. Eu julguei mal... foi difícil. Foi como um furacão. Eu me senti muito mal. Sentir que você foi insensível por ignorância é muito ruim".

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