Taylor Swift

Andrew H. Walker/Shutterstock

Taylor Swift enfrentou sem medo Scott Borchetta e Scooter Braun, mas eles não estão recuando tão facilmente. Depois de revelar que a dupla a impede de cantar suas músicas antigas, Taylor recebeu uma resposta da Big Machine Label Group, de Borchetta e Braun, desmentindo suas alegações.

Tudo começou na quinta-feira, 14, quando a musa foi às redes sociais para dizer que não poderia apresentar seus hits no American Music Awards, do qual foi a vencedora do Artista da Década, e nem lançar um documentário com a Netflix.

"Scott Borchetta disse à minha equipe que eles me permitirão usar minha música apenas se eu fizer as seguintes coisas: Se eu concordar em não gravar novamente as versões imitáveis das minhas músicas no próximo ano (o que é algo que tenho permissão e espero por isso) e também disse à minha equipe que preciso parar de falar sobre ele e Scooter Braun", revelou a estrela em seu Tumblr.

"Sinto fortemente que compartilhar o que está acontecendo comigo pode mudar o nível de consciência de outros artistas e potencialmente ajudá-los a evitar um destino semelhante. A mensagem que me está sendo enviada é muito clara. Basicamente, seja uma garotinha e cale-se. Ou você será punida".

E a Big Machine mostrou o seu lado da história.

"Como parceiros de Taylor Swift por mais de uma década, ficamos chocados ao ver suas declarações no Tumblr ontem com base em informações falsas", disse a gravadora, através de um comunicado, no site. "Em momento algum, dissemos que Taylor não poderia atuar no AMA's ou bloquear seu especial na Netflix. Na verdade, não temos o direito de impedi-la de se apresentar ao vivo em qualquer lugar. Desde a decisão de Taylor de deixar a Big Machine no outono passado, continuamos por honrar todos os seus pedidos de licença de seus catálogos a terceiros, pois ela promove seu registro atual do qual não participamos financeiramente".

"A verdade é que Taylor admitiu ter contratualmente milhões de dólares e vários ativos à nossa empresa, responsável por 120 funcionários esforçados que ajudaram a construir sua carreira", continuou a mensagem. "Trabalhamos diligentemente para ter uma conversa sobre esses assuntos com Taylor e sua equipe para avançar de forma produtiva. Começamos a ver progresso nas últimas duas semanas e ficamos otimistas que isso possa ser resolvido. No entanto, apesar de nossos persistentes esforços para encontrar uma solução privada e mutualmente satisfatória, Taylor tomou uma decisão unilateral na noite passada para alistar sua base de fãs de uma maneira calculada que afeta muito a segurança de nossos funcionárias e suas famílias".

Então, a empresa se dirigiu diretamente a cantora, mostrando suas ações e pedindo que ela se rendesse.

"Taylor, a narrativa que você criou não existe. Tudo o que pedimos é ter uma conversa direta e honesta. Quando isso acontecer, você verá que não há nada além de respeito, bondade e apoio esperando por você do outro lado. Até hoje, nenhum dos convites para falar conosco e trabalhar com isso foi aceito. Os rumores apodrecem na ausência da comunicação. Não vamos continuar com isso aqui. Compartilhamos o objetivo coletivo de oferecer aos fãs o entretenimento que eles desejam e merecem".

Em resposta, Taylor, através de seu representante, divulgou uma mensagem enviada a ela no dia 28 de outubro pelo vice-presidente de direitos autorais e assuntos comerciais da Big Machine Label Group.

"Esteja ciente de que a BMLG não concordará em emitir licenças para gravações existentes ou renúncias às restrições de regravação relacionadas a esses dois projetos: o documentário da Netflix e o evento Alibaba ‘Double Eleven'".

Taylor Swift, We Can Survive concert

Getty Images for Entercom

Seu representante esclareceu ainda mais a mensagem, chamando a Big Machine de mentirosa por suas falsas alegações.

"Para evitar uma discussão sobre direitos, Taylor apresentou três músicas de seu novo álbum, Lover, no evento Double Eleven, pois ficou claro que a Big Machine Label Group sentiu que qualquer apresentação televisionada de músicas do catálogo violava seu acordo. Além disso, ontem, Scott Borchetta, CEO e fundador da Big Machine Label Group, negou categoricamente o pedido do American Music Awards e da Netflix. Observe no comunicado da Big Machine que eles nunca negam as acusações de Taylor na noite passada em seu post".

"Por fim, a Big Machine está tentando desviar e ganhar dinheiro dizendo que ela deve a eles", acrescentou o representante. "Mas um auditor profissional independente determinou que a Big Machine deve a Taylor U$ 7,9 milhões em royalties não pagos ao longo de vários anos".

Em junho, a dona de Lover reagiu em seu Tumblr à notícia de que Braun havia adquirido a Big Machine Records, a gravadora sob a qual a cantora lançou seus primeiros seis consagrados álbuns. Em seu desabafo, ela – que agora assinou com a Republic Records e a Universal Music Group – disse que se sentiu "triste e enojada" com a mudança, coordenada por Borchetta.

"Durante anos eu me perguntei, implorei por uma chance de possuir o meu trabalho. Em vez disso, tive a oportunidade de me inscrever na Big Machine Records e ‘ganhar' um álbum de cada vez, um para cada novo que entreguei. Fui embora porque sabia que, depois de assinar o contrato, Scott Borchetta venderia a gravadora, vendendo assim a mim e meu futuro. Eu tive que fazer a excruciante escolha de deixar pra trás o meu passado. Músicas que escrevi no chão do meu quarto, vídeos que sonhei e paguei com o dinheiro que ganhei em bares, depois em clubes, depois em arenas, depois em estádios", explicou Taylor, na época.

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