Angélica, que estrelou campanha com Xuxa e Eliana, se abriu em entrevista sobre possível candidatura de Luciano Huck à presidência. Angélica revelou à Marie Claire que "o apoiaria" se Huck tomasse essa decisão.

Sobre a possibilidade de ser primeira-dama, ela revelou: "Não é um desejo meu. Seria uma honra? Claro. Mas nunca quis isso. No Brasil, em vez de a política ser algo do qual as pessoas se orgulham, dá medo. Mesmo sem ser candidato, Luciano já apanha de todos os lados. Estamos acostumados com fake news, mas de um jeito menos sujo..."

"Por outro lado vejo isso, digamos, como um 'chamado', que ele não buscou. É uma coisa tão especial, que se ele decidisse se candidatar, o apoiaria. Acredito na capacidade de trabalho e no olhar para o outro que ele tem. Mas é uma escolha minha? Acho muito legal? Não posso falar isso porque não seria verdade. Teríamos mais a perder do que a ganhar. Mas estamos em um momento tão louco na política que não quero, jamais, ser egoísta e leviana de impedir algo nesse sentido. Jamais falaria, 'Nnão, você não vai'. Jamais", admitiu ela.

A apresentadora tem consciência que o cargo de primeira-dama poderia afetar sua vida profissional: "Não ficaria muito bom estar na televisão. O que também pesa, tenho uma carreira feliz. Mas não seria um impedimento".

E para quem achava que a possibilidade de Huck se tornar presidente do Brasil era apenas um boato, Angélica contou que o assunto voltou a ser assunto em sua casa. "As coisas estão tão loucas que essa cobrança voltou. Sinceramente, estou muito Zeca Pagodinho, deixando a vida me levar. Pode acontecer muita coisa boa, se Deus quiser, nos próximos anos. A perspectiva é essa? Não, a coisa está cada vez mais complicada".

A estrela também se abriu sobre o traumático acidente de avião que passou com a família em 2015. "No voo de ida dessa viagem fiquei apavorada de um jeito que nunca tinha ficado, chorei. Falei que voltaríamos de carro. Só que aí as crianças, o pai, insistiram para voar e topei – e aprendi a respeitar minha intuição".

"O primeiro a ter noção do que estava acontecendo foi o Joaquim. Ele sentiu que um dos motores havia parado e gritou, 'Mãe, não quero morrer, vai cair o avião!'. Perguntei pro Luciano, que falou, 'A gente vai cair'. Fiquei preocupada com as crianças, mas não sabia o que fazer. Entramos em pânico, você perde o raciocínio, fica querendo proteger os outros e a si mesmo. Rezei muito alto. Foram três minutos de queda rezando e chorando. Os últimos segundos foram de silêncio absoluto. Na hora em que o avião ia realmente cair, todo mundo parou. O piloto falou para fazermos posição de queda. Foi um silêncio bom. A gente já não estava mais ali. Só ouvímos o avião batendo no chão. Deu até uma paz, uma coisa bem louca – todo mundo sentiu isso. Quando o avião parou, olhamos um para a cara do outro, e começou a gritaria. O comandante estava ensanguentado, a babá tinha se machucado. São traumas para a vida inteira", contou ela.

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