Pedro Escobar, de 19 anos, fez diversas acusações contra seu pai, o apresentador do Globo Esporte, da Rede Globo, Alex Escobar. Através do Twitter, Pedro relatou a suposta rejeição que sofre de Alex e ameaçou tirar a própria vida. 

O jovem alega que o pai não encarou bem sua homossexualidade e que não paga a devida pensão para ele e sua irmã. "O meu pai é o apresentador do Globo Esporte, Alex Escobar. E depois de sofrer muitos abusos por parte dele eu decidi expor e me manifestar. Eu tenho depressão há 5 anos desde que ele descobriu que eu era gay e passou 3 meses sem falar comigo. Depois disso, as coisas só foram piorando", disse ele.

"Em dezembro de 2017, eu tive uma tentativa de suicídio onde eu tomei uma grande quantidade de remédios e fiquei internado. Nessa ocasião, a única ação dele foi me dar uma bronca e dizer que eu sou um ingrato por fazer isso. Ele nunca paga a pensão que ele deveria me pagar. O salário dele é de 80 mil reais e, fazendo os cálculos, ele deveria me dar R$ 5,3 mil (por dividir com a minha irmã) por mês até os 24 anos ou enquanto eu continuar estudando".

Pedro então, ameaça cometer suicídio: "Eu estou à beira de cometer suicídio e ele continua tratando tudo isso como mimimi'. Esse homem é um monstro. Parem de dar palanque para um homem que trata a saúde mental do próprio filho como 'mimimi'".

"Eu não tenho renda pra entrar com uma ação judicial contra ele e ir atrás dos meus direitos, por isso, venho por aqui pedir socorro aos meios de comunicação. Depressão é doença, suicídio não é mimimi", finalizou ele. 

Em entrevista à coluna O Dia, de Fábia Oliveira, Alex Escobar se pronunciou sobre as acusações do filho. "É injusto o que ele está dizendo, mas é minha palavra contra a dele. Eu prefiro que outras pessoas falem por mim", disse o apresentador.

A outra filha de Alex, Marina Escobar, de 21 anos, também falou à coluna e desmentiu o irmão: "Ele é um sociopata diagnosticado. Meu pai tenta ser com ele o que ele é comigo. Mas é muito complicado. Meu pai paga o aluguel dele, a mesada, e custeia os estudos. Mas ele largou o ensino médio. Ele teve problemas com a minha mãe, quis se mudar da casa da minha mãe, e a primeira coisa que meu pai fez foi procurar um apartamento pra ele morar".

"Ele escolheu morar em Niterói pra ficar bem longe da gente. Ele sai direto, faz o que quer com o dinheiro que meu pai dá pra ele. Então é injusto ele dizer que não tem respaldo algum. Recentemente, meu pai arranjou até um emprego para ele", revelou ela. 

Renata Melo, mãe de Marina e Pedro também deu depoimento ao site e disse que sua filha estava sob forte emoção na hora da entrevista e negou que o filho seja um sociopata. "Pedro não tem o diagnóstico de sociopatia, ele apresenta outros diagnósticos que não estão configurados ou associados a esta categoria patológica. Sim, há depressão, e ele tem o devido acompanhamento e atenção em que esses casos demandam".

Em resposta à irmã, Pedro também se pronunciou revelando seu diagnóstico: "Primeiramente gostaria de falar sobre o comentário inadequado feito pela minha irmã, Mariana, ao dizer que fui diagnosticado com sociopatia. Os únicos laudos que possuo são depressão, ansiedade e deficit de atenção, conforme pode ser verificado com os profissionais que me acompanham".

"Saúde mental não é brincadeira. É necessário dar voz à pessoas que sofrem, invisibilizadas, com depressão, ansiedade e qualquer outra doença de origem emocional ou psicológica. Quero aproveitar esse espaço para oferecer solidariedade à toda população marginalizada. É importante ressaltar que o Brasil é o país que mais mata e deixa morrer membros da população LGBTQI+. Basta, isso tem que acabar", finalizou ele.  

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