Ashley Judd, Harvey Weinstein

Getty Images

Ashley Judd está apoiando o direito das mulheres escolherem, afirmando que está grata por ter acesso à um aborto seguro e legalizado quando ela ficou grávida após ser estuprada.

No evento Women in the World Summit, que aconteceu nessa quinta-feira, 11, Judd falou sobre o debate do aborto, que foi legalizado nos Estados Unidos em 1973, mas alguns políticos conservadores estão querendo proibir. No mês passado, um projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados de Georgia que proíbe o aborto se um batimento de coração fetal for identificado, o que pode ocorrer antes mesmo da mulher saber que está grávida. Judd e várias outras estrelas de Hollywood querem boicotar o estado caso o projeto seja aprovado.

Para quem não sabe, a atriz de 50 anos revelou que há muitos anos ela foi vítima de um incesto e de um assédio sexual. "Como todo mundo sabe, e eu sou muito aberta sobre isso, eu sobrevivi à três estupros. E uma das vezes em que isso aconteceu, houve a concepção, e eu estou muito agradecida que eu tive acesso à um aborto seguro e legalizado", disse Judd. "Porque o estuprador - que é de Kentucky, assim como eu - tem direitos como pai lá. Eu teria que criar o meu filho junto com um estuprador".

No evento, Judd também falou sobre as suas acusações de má conduta sexual contra Harvey Weinstein. Em 2017, ela foi uma das primeiras pessoas a acusar o produtor de Hollywood publicamente. Desde então, ele foi acusado de estupro e assédio sexual por outras mulheres e enfrentará um julgamento em maio. Ele negou todas as acusações.

Judd disse para o jornal The New York Times que há 20 anos ele convidou ela para o seu hotel para o que ela achava que seria uma reunião de negócios, mas ao invés disso ela foi direcionada para o quarto dele, no qual ele a estava esperando de roupão e perguntou se poderia fazer uma massagem nela. Logo em seguida, o jornal publicou outro artigo com ainda mais histórias de mulheres que foram abusadas e estupradas por Weinstein.

"Eu contei sobre o abuso de Harvey logo no momento que aconteceu", disse Ashley. "Meu pai estava comigo e quando eu desci para o salão principal do hotel ele me disse que só de olhar para a minha cara podia dizer que algo terrível tinha acontecido... eu disse para todo mundo o que aconteceu, mas ninguém queria ouvir. Isso foi em junho de 1996".

Judd falou sobre o que aconteceu com Weinstein algumas vezes nos últimos anos. Em uma entrevista para o programa Good Morning America, ela afirmou que "perdoaria" Weinstein porque ele está "doente e sofrendo" e porque "há ajuda" para homens como ele. Porém, se ele realmente cometeu todos os crimes que foi acusado, "ele com certeza tem que ir para a cadeia".

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