Amber Heard

Pascal Le Segretain/Getty Images

Para Amber Heard, fazer com que seus pais entendessem a sua sexualidade não foi fácil.

Nesse sábado, 9, a atriz, que sempre foi aberta sobre sua sexualidade, refletiu sobre quando ela disse para os seus pais que estava namorando uma mulher durante o painel da Making Change On and Off the Screen no SXSW Conference and Festival.

"Eu sou de Austin, Texas. Meu pai é um bom homem e foi criado em uma casa bem religiosa", disse ela, que se identificava como lésbica na época. "E ser uma mulher publicamente lésbica, ateísta e vegetariana - eu lembro que falei para eles sobre a minha relação, que eu estava apaixonada por uma mulher, e no começo foram só lágrimas e mais lágrimas".

Antes de seu casamento com Johnny Depp, Heard namorou com Tasya van Ree por cinco anos.

De acordo com a atriz, os pais dela "não sabiam como lidar com isso", porém, com o tempo eles foram mudando a forma como pensavam.

"Cinco anos depois, eu estou ganhando um prêmio e pedi para os meus pais virem dirigindo de Dallas", comentou Heard. "Eu vejo eles sentando bem na minha frente enquanto estou ganhando um prêmio 'gay'... Vejam a evolução". "Atitudes e corações podem mudar", adicionou ela.

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Steve Granitz/WireImage

A estrela, que falou pela primeira vez sobre sua sexualidade em 2010, foi questionada se ela se identificava como bissexual em uma entrevista para a revista Allure: "Eu não me identifico como nada". "Eu sou uma pessoa. Eu gosto de quem eu gosto", disse ela. "Eu estava namorando uma mulher e as pessoas começaram a tirar fotos nossas indo para o carro depois do jantar. Eu [estava] segurando a mão dela e pensei que tinha duas opções: eu posso soltar a mão dela e, quando for questionada sobre isso, dizer que isso é pessoal. Ou, eu posso não soltar e assumir".

Apesar de dizer que nunca escondeu isso da família e dos amigos, Heard foi criticada pela indústria quando falou sobre isso publicamente.

"Eles não me deram mais papéis importantes", disse Amber para a publicação. "Eu nunca sai do armário. Eu nunca estive dentro dele. É meio limitante essa coisa LGBTQ. Isso serve como um escudo para as pessoas marginalizadas conseguirem os direitos que lhe são negados, mas perde a eficácia por causa da natureza em constante evolução do ser humano".

Ela continuou: "Assim que nos tornamos pessoas mais educadas e expandimos a nossa natureza, nós continuamos adicionando letras. Foi um ótimo escudo, mas agora estamos presos atrás dele. É muito importante resistir aos rótulos".

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